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As empresas mais criativas de 2019

O ano está chegando ao fim e chegou o momento de analisarmos as empresas mais criativas deste ano, reunimos aqui as cinco empresas mais criativas em 2019, analisando o seu marketing, relacionamento e comunicação com o cliente.

(Crédito: Reprodução)

iFood
Na corrida pelo apetite dos consumidores, o iFood não economizou nos investimentos em mídia. Logo no início do ano, a marca entrou como uma das patrocinadoras masters do Big Brother Brasil, aproveitando a visibilidade do reality para mostrar suas ofertas ao público. Foi com a Globo, inclusive, que a marca realizou alguns experimentos em publicidade. Quando a confeitaria da personagem Maria da Paz, da novela A Dona do Pedaço, cresceu, o iFood apareceu na narrativa como o parceiro de entregas para agilizar a distribuição dos bolos. O merchandising envolveu até um inusitado encontro entre a personagem e a própria intérprete, Juliana Paes. Ainda na TV, o aplicativo fez uma entrega para Ana Maria Braga, no Mais Você, e participou do Pesadelo na Cozinha, comandado por Eric Jacquin, na Band. Foi no futebol, no entanto, que a marca uniu a fome à paixão dos torcedores ao oferecer, ao vivo, descontos com base no número das camisetas dos jogadores que marcavam gols. A ação contou com o envolvimento de narradores da Globo, como Galvão Bueno e Cleber Machado.

(Crédito: Divulgação)

McDonald’s
O McDonald’s quis celebrar o aniversário de 40 anos no Brasil demonstrando intimidade com os consumidores locais. Para isso, a rede de fast food usou a mídia para, com uma grande campanha que contemplou diversos canais, dizer que poderia — e queria — ser chamada apenas de Méqui. A ação, desenvolvida pela DPZ&T, alterou o nome da marca nas fachadas de alguns restaurantes e acompanhou a abertura da milésima unidade do McDonald’s no Brasil, instalada em um antigo casarão na avenida Paulista, com elementos de design e cardápio exclusivos. Para dar ênfase à nova fase, a marca ainda contratou Márcio Canuto, ex-jornalista da Globo, famoso pelo gestual grandiloquente, como garoto-propaganda. A rede de fast food também usou tecnologia para chamar a atenção: em uma parceria com o Spotify, criou uma playlist que era liberada quando o consumidor escaneava com o celular uma formação de batatas fritas na bandeja do restaurante. Tanta inovação fez do McDonald’s um dos indicados ao Caboré de Anunciante em 2019.

(Crédito: Reprodução)

Nike
Neste ano, a Nike reforçou em sua comunicação duas de suas características essenciais: os valores do esporte e a linguagem da cultura de rua. Destaque para o case “Air Max Graffiti Stores”, criado pela AKQA, que conquistou um Grand Prix de Media no Cannes Lions e um Grand Clio em Out-ofHome. Para lançar os novos modelos da coleção Air Max, a ação desenhou esses produtos nos pés de personagens icônicos grafitados em muros da cidade de São Paulo e transformaram as obras em lojas virtuais da Nike. O único meio de adquirir antecipadamente o tênis era visitar o grafite para desbloquear a compra, via geolocalização. Em outra campanha bem avaliada pelo mercado, a Nike utilizou o futebol como pano de fundo para falar sobre equidade de gênero. A campanha “A Boneca Que Nunca Pedi”, criada pela W+K, conta a história da jogadora da seleção brasileira Andressa Alves, que preferia a bola em vez das bonecas que ganhava na infância. O trabalho conquistou a Estrela Preta, prêmio principal do Festival do Clube de Criação.

(Crédito: Divulgação)

Nubank
Com o viés despojado que caracteriza a maior parte das fintechs e argumentos que contrapõem o status quo das empresas do segmento, o Nubank subiu o tom ácido e irônico em suas campanhas de 2019. Entre os destaques, a empresa lançou, em março, o manifesto #AsteriscoNão, convocando outras marcas a “banir da publicidade as letras miúdas e quaisquer outros recursos visuais que possam confundir os consumidores”. Em agosto, a marca também mandou banquinhos de madeira para alguns de seus clientes, para “mostrar como é relaxante se livrar da burocracia” e mostrar que empresa em nada se parece com os bancos tradicionais. Já neste mês de dezembro, para promover a Nu Conta, a fintech resolveu ironizar a cobrança de operações bancárias TED (Transferências Eletrônicas Disponíveis) com a venda de ursinhos, fazendo referência ao filme Ted, que retrata a história de um urso de pelúcia que ganha vida. Os “bichinhos” foram comercializados por R$ 19,05, um dos preços mais altos para realizar TEDs entre os bancos tradicionais.

(Crédito: Divulgação)

Heineken
A Heineken teve um desafio para promover sua marca durante a Champions League, no ano em que nenhuma televisão aberta brasileira transmitiu as partidas do campeonato europeu. Para aproximar a competição de futebol das pessoas, a marca criou, em parceria com a agência Publicis, a Heineken TV. A plataforma digital permitiu que os torcedores acompanhassem os principais acontecimentos dos jogos no Facebook Messenger, por meio do Mauro Bot, uma versão robô do comentarista esportivo Mauro Beting. Na final, a marca instalou telões em algumas estações de metrô de São Paulo, para que o público assistisse à partida ao vivo. Na Fórmula 1, a missão era criar ativações para engajar as pessoas em uma modalidade que, pelo segundo ano consecutivo, não contou com um piloto do Brasil. A saída encontrada pela Heineken foi uma grande celebração aos 25 anos do legado do tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, que contou com um evento aberto realizado no Parque do Ibirapuera, na capital paulista. A cada post nas plataformas sociais com a #ObrigadoSenna, a marca doou R$ 5 ao Instituto Ayrton Senna.

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Murilo Oliveira

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